Reque-Reque

Galegos, Barcelos (1961) Tocador de reque-reque
Galegos, Barcelos (1961)
Tocador de reque-reque

O reque-reque é um idiofone fricativo, que consta esquematicamente de um pau dentado, com cerca de 70 cm de comprido, sobre o qual se raspa, no ritmo desejado, outro pau, geralmente uma cana rachada, por vezes com soalhas de lata para lhes enriquecer a sonoridade. É portanto apenas rítmico, mas o seu denteado permite sequências extremamente rápidas. Em Portugal é um instrumento de difusão restrita, aparecendo apenas no Minho, figura em certos casos nas rusgas, e por vezes em outros grupos festivos, a acompanhar, com mais percutivos, cantares de Janeiras, Reis, etc. No Alto Minho e Minho interior, eles constam de um simples pau em que se cavam pequenos rasgos formando um denteado, geralmente são de cana. Em Guimarães, Braga, Barcelos e Esposende, para além dos de cana, aparecem grandes reque-reques que representam figuras humanas, mas também de animais, geralmente burlescas, aproveitando a fora natural da madeira ou recortando-as em tábuas, de modo a apresentarem uma parte serrilhada. Neste caso, elas são por vezes articuladas e pintadas e aplicam-se-lhes até outros instrumentos baratos, campainhas, pandeiretas, castanholas, etc., a cana com que se raspa está ligada por arame às partes articuladas, que mexem com os seus movimentos, fazendo soar aqueles pequenos instrumentos. Certos autores atribuem origem africana congolesa ao reque-reque.

Fonte: Instrumentos Musicais Populares Portugueses de Ernesto Veiga de Oliveira

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