Maio Moço

 

«Saía para a rua, no primeiro de Maio, um bando de gente nova, acompanhando um moço coberto de giestas floridas. Era o Maio-Moço. O grupo cantava a «canção do Maio» e o Maio-Moço, ensaiando passinhos de dança, respondia exclamando: Viva! Viva! Viva»
P. Rebelo Bonito

DESCRIÇÃO

Maio Moço é um grupo constituído em meados de 1985, mas já com profundas raízes no movimento de progressivo interesse pelo folclore musical do nosso país, fenómeno para cujo nascimento e expansão tivemos oportunidade de contribuir, há cerca de uma vintena de anos atrás.

Somos e queremos ser um grupo novo no sentido pleno da palavra, como sugere o nome de Maio Moço, inspirado numa das figuras mais ricas e significativas da nossa tradição, símbolo por excelência da força criadora e fecundante da Primavera e das coisas novas. Porém, a atitude nova e esclarecida que procuramos adoptar face à musica tradicional portuguesa resulta de todo um longo e acidentado percurso que não podemos deixar de lembrar.

HISTÓRICO

Desde muito cedo apaixonado pelas questões ligadas à defesa e preservação do nosso riquíssimo património musical tradicional, Vítor Reino encontraria nesse agrupamento pioneiro e multifacetado as condições essenciais que lhe permitiram iniciar uma fecunda actividade em que tem procurado aliar um trabalho científico de natureza etnomusicológica à criação e divulgação de uma nova música de raiz tradicional susceptível de contribuir para manter viva e actuante a inesgotável fonte do folclore musical português.

De parceria com José Alberto Sardinha, Vítor Reino foi responsável pelos arranjos e direcção musical de dois discos que marcaram profundamente o movimento de progressivo interesse pela tradição musical portuguesa que atingiria o seu apogeu em inícios da década de 80: Descantes e Cantaréus (1979) e Desfiando Cantigas (1982).

Ao mesmo tempo que continuava a colaborar com José Alberto Sardinha nos inúmeros trabalhos de campo promovidos por este investigador que rapidamente se afirmaria como nome cimeiro da moderna etnomusicologia portuguesa, Vítor Reino criou em 1983 o grupo Ronda dos Quatro Caminhos, sendo responsável pela selecção musical, estudo e textos explicativos, arranjos, produção e direcção artística dos álbuns Ronda dos Quatro Caminhos (1984) e Cantigas do Setestrelo (1985), que incluem diversos temas e trechos musicais de sua autoria.

Com a preciosa participação de Rita Reino, Sérgio Contreiras e João Lima, que com ele haviam já integrado os dois agrupamentos atrás referidos, a que se juntaria Mário Gameiro e, posteriormente, Rui Sardinha e Rui Sequeira, Vítor Reino fundou em 1985 o grupo Maio Moço, cuja direcção continua a assegurar. Projecto inovador por excelência, o Maio Moço impôs-se a árdua mas aliciante tarefa de lutar pela recuperação e revitalização da vasta e valiosa tradição musical portuguesa, criando uma nova música de raiz tradicional em que as ricas e fascinantes sonoridades tão características dos nossos velhos instrumentos populares se «casam» com os modernos recursos da tecnologia actual.

COMPOSIÇÃO

Ana Rita Reino (Bandolim, banjo, braguinha, cavaquinho, adufe, canas, palmas, pandeireta, paus, shaker e voz)

João Simões Lima (Viola amarantina, bombo, caixa popular, drabuka, ferrinhos, palmas, paus, reque-reque, tarola e voz)

Mário Gameiro (Viola de arame, viola braguesa, viola campaniça, viola clássica, viola da terra, viola toeira, palmas, paus e voz)

Vitor Reino (Acordeão, concertina, flautas, gaita-de-foles, ponteira, sintetizadores, palmas, paus e voz)

DISCOGRAFIA

Inda Canto Inda Danço (LP, 1987) Os dois lados do LP estavam divididos em “Danças de Terreiro” e “Danças de Salão”;

Cantigas de Marear (1989), obra inteiramente dedicada aos Descobrimentos Portugueses e à sua importância no nosso cancioneiro popular, galardoada com o “Grande Prémio do Disco” da Rádio Renascença e publicada em 26 países dos cinco continentes;

Histórias de Portugal (1991), em que inclui um conjunto de temas de raiz tradicional de enorme interesse, abrangendo o período histórico de D.Afonso Henriques a D. Sebastião, e que mereceu mais uma vez o “Grande Prémio do Disco” da Rádio Renascença;

Amores Perfeitos (1994), reunindo uma série de belíssimas composições de assunto amoroso e sabor popular de alguns dos maiores nomes da nossa poesia, de Camões a Fernando Pessoa;

Estrada de Santiago (1996), em que os ouvintes são convidados a empreender uma fascinante viagem imaginária pela tradição musical das treze províncias portuguesas.

O Som e a História (1998) 18 dos mais representativos temas do Maio Moço – gravados ao longo de 14 anos, em cinco discos de inéditos.

Canto Maior (2002) Trabalho feito a partir da tradição musical portuguesa e que marca o regresso dos Maio Moço aos discos de inéditos.

Alguns Vídeos

Fonte: http://www.attambur.com/Grupos/maiomocodir.htm

3 thoughts on “Maio Moço

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  1. olà boa noite sou alexandre dias presidente do classicoarcos bordeaux e ligado a casa dos arcos de bordeaux sou a muitos anos apreciador do vosso trabalho e por isso gostaria de os ver aqui em bordeaux para fazerem um espectaculo para esta comunidade a meu convite pode me contactar por telefone em primeiro ou deixar no facebok privado alexandre dias

    1. Boa noite Alexandre, esta é apenas uma página sobre os Maio Moço, assim como tenho outras sobre outros grupos. Infelizmente já há muito tempo não ouço novidades por parte dos Maio Moço, pelo que, infelizmente presumo que já não estejam activos.

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